Equipe Mapfry
em
Aug 11, 2024
Como vender bens de consumo embalados, principalmente alimentos e bebidas

Honrando o sistema antigo

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A forma de vender bens de consumo embalados, principalmente alimentos e bebidas, é algo que não deve mudar. 

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Enquanto tantos setores viram seus canais de venda migrarem para o digital, sorvetes, chocolates e sucos continuam sendo vendidos como sempre foram, nas prateleiras de mercados.

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Setores como cuidados com a saúde e beleza giram 18% de seu volume online, já o segmento de alimentos e bebidas parece estacionado em 7%, segundo informações do eMarketer.

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Esse limite tem razão de ser

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Alimentos e bebidas embalados para consumo, da sigla em inglês CPG (Consumer Packaged Goods), têm ticket baixo e custos operacionais altos, como transporte, armazenamento e perdas por conta da validade curta, o chamado shelf life. 

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A partir da fábrica até a ocasião de consumo, acontece uma corrida contra o prazo de validade, uma vez o produto perde valor de venda na medida em que a data de expiração se aproxima.

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As compras são tipicamente fracionadas, ou seja, por mais que você goste de chocolates, não vai adquirir uma caixa grande para o mês todo. 

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Alguns itens, como sorvetes, bebidas frescas e alimentos congelados, ainda vão depender da cadeia fria, que é toda uma rede logística equipada para mantê-los em condições de venda. 

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Marcas menores são extremamente prejudicadas aqui, pois têm que competir por espaço em distribuidores e ou são obrigadas a investir em cadeias próprias. 

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Isso leva a movimentos de ir direto ao consumidor (DTC - Direct to Consumer), como lojas próprias ou redes de franquias, formatos que ainda não comprovaram seu objetivo de preservar as margens de lucro.

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Tudo como era dantes

No fim do dia, as marcas de alimentos e bebidas embalados para consumo continuam dependendo das redes varejistas.

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Elas controlam o acesso aos mercados, definindo quais produtos chegarão ao consumidor de massa, quais vão permanecer restritas a nichos e aquelas que vão penar em redes de atacado. 

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A fim de conquistar os compradores das redes varejistas, a indústria se desdobra num movimento de economias de escala, com cortes de custos e eficiência logística.

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Movimento que acaba por comoditizar produtos que tentavam atender às novas necessidades de consumo.

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A mesma história de sempre

Algo que começou sendo oferecido fresco e refrigerado, passa a ser pasteurizado e oferecido em embalagem longa vida, ingredientes refinados que precisam de cuidados especiais são substituídos pela velha formulação de combate. 

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Sem a diferenciação, as indústrias inovadoras são presas fáceis dos grandes conglomerados.

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A melhor forma de se defender é escolher mercados-alvo com critério e montar fortalezas

Entrar e ter sucesso no varejo é um jogo bem conhecido, especialmente considerando o quão antiquados os processos de atacado offline permanecem.

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De redes varejistas locais a operações independentes em áreas de alto potencial de consumo, acertar na escolha dos PDVs a vender é o que desbloqueia a próxima fase de crescimento.

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Até porque, uma vez nas lojas, os consumidores adoram marcas emergentes.

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Olhando para o futuro, vamos apresentar algumas rotas de crescimento:

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Vender é caro, vender muito, mais ainda

O processo de compra do varejo é o mesmo há séculos, com grandes ciclos de pagamento, que sugam capital de giro.

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A dica aqui é reduzir seu raio de atuação e saturar mercados antes de avançar para regiões vizinhas.

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Isso vai concentrar seus esforços de vendas e reduzir seus custos de expansão.

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Marketing de guerrilha

O modelo de produzir economias de escala que seriam escoadas por propaganda em massa está ultrapassado.

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Estratégias de marketing super locais são muito mais eficientes, sobretudo se sua atuação estiver concentrada numa região. 

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Foco geográfico

Aumente sua eficiência no método antiquado.

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Se é com times de vendas que a roda gira, planeje seus esforços com muito mais atenção aos detalhes de escoamento de mercados, o chamado sell-out. 

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Quem atua numa região restrita não tem o benefício de expandir continuamente sua base de PDVs, a chamada distribuição numérica, portanto deve ter um olhar na distribuição ponderada, que é o tamanho de sua presença por PDV.

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A Mapfry oferece um ecossistema de soluções e profissionais voltados para potencializar seu marketing e vendas.

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Fazemos isso a partir de nossa plataforma de Geomarketing rica em dados assertivos, conectada a uma rede consultores especialistas, assim podemos te apoiar em frentes como:

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  1. Trade-marketing assertivo
  2. Definição de mix de produtos a ofertar por perfil de consumo local
  3. Aquisição de novos clientes em regiões com alto potencial de sell-out

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