Equipe Mapfry
em
Dec 7, 2021
Geomarketing de Guerrilha

Etimologicamente, a palavra Região vem do latim regere, isto é, dominar, reger.

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O general prussiano Carl von Clausewitz ficou famoso pela frase : 

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"A guerra é a continuação da política por outros meios".

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O povo marketing sempre gostou de ver a si mesmo como uma guerra por outros meios, envoltos numa disputa comercial parecida com o vale tudo típico dos conflitos militares.

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Tanto que fez muito sucesso esse livro de Al Ries e Jack Trout, verdadeiros gurus do marketing.

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https://www.amazon.com.br/Marketing-Guerra-Jack-Trout-Ries/dp/8576800020

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Hoje pode ser um pouco ultrapassado pensar a si mesmo numa guerra, sobretudo num mundo que busca vencer desafios a partir da união. 

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De todo modo, nossos concorrentes continuam sendo concorrentes, que disputam conosco os mesmos mercados, os territórios onde estão os clientes e potenciais clientes.

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E mesmo que a disputa não custe vidas (às vezes até custa), ela custa empregos e carreiras, tudo em nome do lugar no topo como a marca dominante. 

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Marketing e Geomarketing de Guerrilha

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O final das guerras do Vietnã e Afeganistão ensinou uma dura lição às potências mundiais, pequenas forças militares podiam resistir e vencer usando técnicas irregulares de guerra, a guerrilha.

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Esse aprendizado logo foi absorvido pelo marketing, que elaborou uma cartilha sobre como pequenas marcas poderiam resistir às grandes, apelidada de Marketing de Guerrilha. 

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As típicas ações de guerrilha foram transcritas como ações de marketing. 

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Emboscada agora era pegar carona em alguma grande ação das grandes marcas.

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Tipo lançar produtos mais baratos na mesma data ou distribuir folhetos em filas de espera. 

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‍Ação popular seria o envolvimento em causas defendidas pelos públicos em uma região-alvo. 

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Patrocínios assimétricos, se as grandes empresas podem contratar os astros, as menores partem para patrocinar estrelas locais. 

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Intervenções, incentivos para que artistas transformem lugares de forma a valorizá-los para aquela população retribua com sua fidelidade de consumo.

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Estes exemplos deixam evidente que o Marketing de Guerrilha se dá sobre uma região, bem nas linhas do que pressupõe o Geomarketing. 

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A força dos locais está em conhecer e explorar bem seu território

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Se por um lado o Marketing gosta de se fantasiar como uma arte da guerra, a Geografia prefere se apresentar como uma Ciência Social, que contribui para a reflexão de problemas atuais, mas que sempre teve um papel importante nas guerras de verdade. 

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Tanto que a declaração do autor Yves Lacoste provocou polêmica no lançamento de seu livro “A geografia, isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra”. 

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Ninguém discute que a Geografia é fundamental para que possamos conviver com a enorme complexidade do espaço terrestre.

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Mas isso não significa que ela seja usada apenas para o bem da humanidade. 

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Enquanto a maioria das pessoas passa pela vida sem remeter diretamente aos aprendizados das aulas de Geografia, os militares, por seu lado, percorrem suas carreiras tendo a tendo como referência.

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Não somente se adaptando aos ambientes, mas também recorrendo à Geografia como arma de guerra, a exemplo da hipótese de que a usina de Itaipu é uma ameaça contra a Argentina. 

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Os uniformes militares mudam conforme o ambiente, assim como as táticas e equipamentos empregados.

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A Geografia está no centro das organizações voltadas para a guerra. 

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https://twitter.com/16bdainfsl/status/1005072479101116416?lang=bg

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Na prática, a construção de mapas atende a governos em seus objetivos de gestão do território. 

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Fora desse contexto, sobrava pouco espaço para um uso objetivo da Geografia no dia a dia. 

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Até que o Marketing se vestiu para a guerra e começou a precisar de mapas para organizar suas campanhas.