João Caetano
em
Sep 10, 2022
Quanto vale a Geografia para os Negócios?

Um ponto interessa muita gente, dois pontos interessam muito mais

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A longa sequência de aquisições de redes de varejo por outras redes demonstra que o principal objetivo é incorporar uma série de localizações amadurecidas.

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Os valores de aquisição, sempre muito superiores ao custo efetivo de construção, embutem a percepção de que não existe a alternativa do “fazer em casa”, ou seja, procurar outros pontos e abrir novas lojas por conta própria.

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Comprar uma outra rede representa acelerar um trabalho que, de outra forma, levaria anos e traria diversos riscos

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💰 Daí o premium price usualmente pago. 

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Ainda que o mantra do varejo seja localização, localização, localização, essa percepção de valor dos Pontos Comerciais não pode ser inteiramente atribuída ao Geomarketing. 

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Um Ponto Comercial é a soma de esforços em que se inclui o Geomarketing, mas seu valor final, na casa das dezenas de milhões, é o resultado de uma boa seleção de localizações, da implementação da loja e de anos de operação eficiente para formar uma base de clientes.

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As Americanas pagaram um valor próximo de R$ 4 milhões por loja da Blockbuster, o Carrefour R$ 65 milhões por loja do Makro e, por agora, a rede Muffato estuda pagar um valor ainda mais alto pelas lojas remanescentes da rede holandesa no Estado de São Paulo, incluindo pontos na capital.  

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Podemos concordar que um Ponto Comercial vale muito.

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💿 CD-Rom de milhões

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Agora partiremos para extrair a justa parcela do Geomarketing em meio ao valor dos Pontos Comerciais.

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Um estudo clássico de localização costumava envolver apresentações com marcações em mapas e tabelas em Excel.

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  1. Marcações no mapa apontavam concentrações de público-alvo e concorrentes. 
  2. Tabelas em Excel somavam potencial de vendas para os públicos e subtraiam vendas onde havia concorrentes. 
  3. Cenários de captura de mercado eram criados e combinados usando a técnica Monte Carlo até consolidarem cenários mais prováveis. 
  4. Desdobrava-se um estudo de viabilidade para a loja.

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Esse trabalho consumia dezenas de horas de diversos profissionais qualificados, conhecimentos compartilhados pela rede varejista, seus dados de desempenho, noções de desempenho dos concorrentes.

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Toda composição desse esforço, know-how e tecnologia gravadas num CD-Rom.

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Um Ponto Comercial vale muito, mas ele precisa existir e ter sucesso por alguns anos para alcançar seu valor máximo. 

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E enquanto ele é apenas um monte de informação facilmente copiável?

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Em termos de valor do estudo, a tecnologia e o know-how estão contidos nos arquivos e valem o esforço empenhado, que poderia ser medido por horas de consultoria. 

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Um bom estudo pode afastar roubadas, ser categórico em dizer que tal loja não deveria ser aberta.

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Isso pode ter um valor enorme, tamanhos os custos de abrir e fechar uma loja de baixa performance. 

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O aprendizado com essa dor vai levar a estudos que apontem onde abrir uma loja. 

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Lição #1 🎁

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O Geomarketing vale bem mais quando a loja é aberta. 

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Ao analisar situações muito restritas, do tipo uma loja, um bairro, entenda que elas limitam suas possibilidades de encontrar um Ponto Comercial onde a loja possa ser aberta. 

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Defina o escopo de seu estudo numa escala mais ampla, algo como a cidade ou o conjunto de cidades vizinhas.

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Isso vai dar mais margem para descartar pontos ruins e ainda encontrar alternativas com potencial. 

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Mesmo que você tenha tido o dobro de esforço para concluir que uma loja não deve ser aberta, contrariar as expectativas do cliente costuma ser mais trabalhoso, e seu trabalho valerá menos aos olhos dele.

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Lição #2 🎓

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A escola da vida sempre é cara

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Quando o cliente insiste em pagar pela quantidade de lojas que vier a abrir, não pelos estudos, cria-se um incentivo perverso que irá relaxar as exigências. 

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As consequências virão em baixo desempenho, falências e muita responsabilidade jogada de volta para os estudos. 

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Você colocou seu nome em projetos sem sustentação, o cliente está falando mal pra todo lado, sua reputação é afetada. 

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⚠️ Quando o cliente teima em abrir num ponto de baixo potencial, mas ainda assim quer um estudo para validar, insista, escreva, declare de forma categórica que você é contra. 

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Quando as coisas derem errado ele vai se lembrar que você foi firme e profissional em sua conduta. 

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A esta altura, ele pagou caro, mas finalmente aprendeu o valor do Geomarketing. 

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Lição #3 👀

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Vale mais e o preço é o mesmo

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Veja o dilema em que o profissional de Geomarketing vive, ao saber que seu trabalho vale mais quando a loja é aberta, mas não podendo fazer nenhuma forcinha para que isso aconteça.

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Profissionalmente falando, não há diferença entre o preço de um estudo que aponte a abertura e um estudo que a rejeite. 

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Lição #4 🧐

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Insider trading 

“Investir a partir de informações privilegiadas”

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Fazer isso na bolsa de valores é crime, em outros lugares um sonho. 

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Todos buscam uma compreensão tão superior das condições de mercado, algo tão acima do padrão, que possa ser considerado um privilégio.

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De fato, é um privilégio contar com um bom estudo de Geomarketing e inúmeros casos de inside trading versam sobre informações negativas a respeito de empresas que levam à venda de ações. 

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Ou seja, no mercado financeiro uma informação negativa vale tanto quanto uma positiva, desde que ela possa ser aproveitada.

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Em resumo, todo estudo de Geomarketing deve entregar uma informação aproveitável para gerar lucros ou evitar perdas. 

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Tendo estabelecido que não existe diferença de valor entre estudos que apontem ou não as aberturas, vamos avançar para a contribuição específica que o Geomarketing dá ao valor de um Ponto Comercial.

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Lição #5 🤔

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Geomarketing é o que o outro entende

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Em 1928, Ralph Hartley publicou o artigo Transmission of Information, onde aparece a palavra informação como uma medida da capacidade de recepção do destinatário. 

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Vinte anos depois, Claude Shannon publicou o artigo A Mathematical Theory of Communication, no qual recorreu à matemática para estabelecer os limites fundamentais da transmissão de informações.

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A combinação desses dois trabalhos deu origem ao Teorema de Shannon–Hartley.

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Em essência eles medem três aspectos: (1) transmissão técnica, (2) transmissão semântica e (3) sua influência no receptor.

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1 - A transmissão técnica é a mensagem chegar em sua integridade, como o CD-Rom dos estudos clássicos de Geomarketing ser entregue sem arranhões, a mensagem estar inteiramente preservada. 

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2 - Transmissão semântica é a mensagem a ser entendida pelo receptor, as apresentações com mapas e as planilhas em Excel contando uma história clara e concisa. 

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3 - Influência no receptor. Ainda que 1 e 2 tenham acontecido a contento, cabe ao receptor reagir à mensagem. 

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Por isso, ao relembramos a Lição #1 “O Geomarketing vale bem mais quando a loja é aberta”, podemos perceber que ela remete à ação, ou melhor, à reação do cliente à mensagem do estudo. 

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Não há problema algum em fazer um estudo que aponte a não abertura de uma loja, desde que a reação do cliente esteja condizente com o que diz o estudo. 

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Lição #6 👩🏾‍🍳

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O Geomarketing é uma atividade meio

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Já deve estar bem claro que ninguém busca um estudo de Geomarketing para ter um caderno com mapas, um CD-Rom ou uma pasta no Google Drive. 

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Assim como ninguém vai a um restaurante apenas pelo atendimento, ainda que seja importante que os garçons entreguem bem a refeição desejada.

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Por outro lado, um péssimo atendimento arruina tudo.

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A atividade meio só tem valor para quem está em busca do fim. 

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A expressão popular “os fins justificam os meios” embute uma percepção de que os meios para chegar aos fins foram mais caros do que o resultado alcançado. 

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É bem por aí, uma atividade meio não deveria custar mais do que o fim a que conduz, a não ser que seja o único meio, situação em que se confundirá com o fim. 

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O Geomarketing deve valer menos do que um Ponto Comercial. 

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Felizmente já estabelecemos que um Ponto Comercial pode valer milhões, então tem bastante espaço.

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Uma outra vantagem das atividades meio é sua versatilidade. 

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Um garçom traz bebidas, pratos, arruma a mesa, puxa a cadeira, coloca o calço na mesa, troca uma lâmpada, traz a conta, leva até a porta. 

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Um bom estudo de Geomarketing pode fazer bem mais do que apontar onde abrir um Ponto Comercial, ao direcionar o layout da loja, seu padrão de acabamento, estratégia de preços e promoções, a campanha de inauguração, a distribuição de folhetos, a rota do carro de som, o cartão fidelidade. 

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Além de apontar onde abrir o Ponto Comercial, o Geomarketing ajuda a consolidá-lo. 

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Lição #7 🏚

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O valor intrínseco do Geomarketing

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Voltando ao caso da aquisição da Blockbuster pelas Americanas, temos uma situação rara em que o valor econômico da rede de videolocadoras estava esgotado, o negócio enfrentava a pirataria e a ascensão do streaming, como a Netflix. 

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Ainda assim, as Americanas pagaram R$ 4 milhões por loja.

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A rede Blockbuster era famosa por sua eficiência operacional, com muitos exemplares de um mesmo título, a devolução facilitada na porta da loja ou em pontos estratégicos. 

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Ao final, isso tudo não valia nada e a rede ainda foi vendida a um bom valor por conta de seus Pontos Comerciais. 

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Lição #8 🦸🏻‍♂️

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O rico cada vez mais rico

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Um pequeno varejista não terá interesse em pagar por um estudo caro e sofisticado, porque seu faturamento é moderado e sua margem de lucro estreita. 

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Ainda que um estudo indique um bom ponto, custos de reforma e aluguel podem ser proibitivos. 

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Voltando à lição #4 Inside Trading, só pode investir a partir de informações privilegiadas quem tem o que investir. 

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A informação tem mais valor para quem tem mais usos para ela. 

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Uma empresa grande, capitalizada, que pode acumular ganhos de escala, perceberá mais valor em estudos de Geomarketing do que uma empresa pequena.

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Lição #9 🤯

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O valor econômico do cliente

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1 - O Geomarketing valerá mais na medida em que for colocado em uso.

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2 - Resistir é vencer, não ceda à tentação de ganhar por loja aberta.

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3 - Pessoas privilegiadas valorizam informações privilegiadas. 

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Só existem dois tipos de cliente em Geomarketing, aquele que é grande e aquele que busca ser. 

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Lição #10 🌎

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O valor econômico do Geomarketing

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Chegamos na parte em que podemos discutir as formas de precificação de estudos.

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Até aqui ficou clara sua importância e como o Geomarketing age para o sucesso de um Ponto Comercial.

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Agora vamos discutir as possíveis contrapartidas para quem faz o estudo.

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Geomarketing a granel ou horas de consultoria.

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Quando o escopo não é claro, a relação com o cliente ainda não foi bem estabelecida, faz sentido cobrar por hora trabalhada. 

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Esse é um caminho para quem está começando ou alguém muito consolidado que cobra honorários até quando é chamado para um almoço, como fazem os advogados. 

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O problema aqui é o mesmo de você entrar num táxi ou uber sem ter idéia de quanto vai custar a corrida. 

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Os clientes vão querer uma referência de quanto pode custar, ainda que seja uma faixa de tanto a tanto.

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Pacotes de serviços

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Quando você passar uma referência de um projeto do mesmo tipo, você vai estar empacotando aquela atividade, o que é um grau acima em profissionalismo.

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O empacotamento de atividades pressupõe experiência anterior em projetos deste tipo, seus riscos, horas extras já contempladas e um cronograma de execução e entrega. 

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Os clientes gostam dessa abordagem, especialmente quando percebem que ela assegura a qualidade das entregas.

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Fee mensal 

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Este seria o estágio mais avançado da relação com os clientes, uma vez que estabelece uma receita recorrente em um escopo aberto.

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Pode parecer um sonho ter aquele valor garantido por contrato, mas se o cliente exige proporcionalmente mais, você estará perdendo negócios em outras frentes para garantir essa receita fixa.

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A grande vantagem do valor mensal é alinhar o trabalho da consultoria com os resultados de longo prazo.

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Ou seja, a consultoria não vai propor situações que se compliquem no futuro porque ela pretende continuar com o cliente.

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A construção do valor completo de um Ponto Comercial leva anos e faz sentido que todos estejam alinhados neste esforço. 

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Equipe própria

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Vencidos todos os estágios anteriores, uma empresa irá considerar formar um time interno, que vista a camisa da empresa na conquista dos melhores Pontos Comerciais. 

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O ponto de equilíbrio é quando os custos com estudos avulsos e fees mensais superam os custos de montagem de uma equipe interna.

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Os funcionários têm outras motivações, para além de seus cargos, salários e bonificações, eles são mais suscetíveis à pressão por estudos que apontem a abertura de lojas, como também pensam em termos de carreira, podendo migrar para concorrentes.

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Uma boa prática é manter algum nível de relacionamento com a consultoria que atende por fee, por vezes trazendo alguns consultores como líderes da equipe, por outras convidando algum sócio da consultoria para participar dos Comitês de Expansão.

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Acesse aqui as tabelas de referência para os valores de Geomarketing.

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